Num sábado de insônia ela percebeu que havia perdido a leveza da sensibilidade e tentou desesperadamente reconquista-la, seus olhos lapidavam-se numa vontade gigantesca de encontrar-se, despir-se.
E chorou tanto!Como se a alma estivesse doendo, e estava.
Ela que antes vivera de cores e toques,sentia-se fria por dentro na noite em que o julho invernal foi mais intenso.Precisava gritar mas a mudez que toma os tímidos ainda estava nela,e era como se agora tivesse vergonha de si.
Aquela noite, ela foi triste, e tão triste ficou que a sensibilidade voltou, seu coração regado a solidão passou a aflorar lembranças, e tudo de mágico que havia esquecido ressurgiu.Aí então, amou-se , amou-se tanto que passou a perceber que os outros a amavam também, e a alegria voltou, pura e simples como devia ser.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
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